A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó inicia em maio a premiação da campanha “Semana Total 2026”, com R$ 85 mil em prêmios ao longo de cinco meses. A ação segue até setembro e contemplará consumidores do comércio local com raspadinhas, televisores e uma mini scooter elétrica.
O modelo deste ano amplia o período da campanha e busca acompanhar datas estratégicas do comércio. Segundo o diretor executivo da CDL Chapecó, Mauricio Duarte, o formato foi definido após ajustes internos. “Depois de muito pensar, organizar e entender o melhor modelo para 2026, nós definimos junto à diretoria que a Semana Total começa em maio, já contemplando o Dia das Mães, passa pela Copa do Mundo em junho e segue até setembro, com cinco meses de ação para movimentar o setor”, afirma.
A dinâmica mantém um formato já conhecido pelo consumidor. A cada R$ 100 em compras nas lojas participantes, o cliente recebe uma raspadinha, com chance de premiação imediata. Diferente de edições anteriores, a campanha distribui valores variados, entre R$ 50 e R$ 750. Ao todo, serão 585 premiações instantâneas.
Duarte explica que a escolha retoma uma estratégia que apresentou bom desempenho. “Vamos voltar com o que deu muito certo, que é a raspadinha da Semana Total, mas com um formato diferente. Antes eram prêmios únicos, agora serão prêmios variados, o que amplia as chances de o consumidor ganhar”, detalha.
O mesmo material também funciona como cupom para sorteios paralelos. O primeiro está previsto para agosto, com cinco televisores de 50 polegadas. O segundo ocorre em 14 de setembro, com o sorteio de uma mini scooter elétrica, que encerra a campanha.
“A raspadinha terá uma dupla função. Na frente, o consumidor pode ganhar na hora. No verso, ela vira um cupom para dois sorteios, utilizando o mesmo documento. Isso amplia o engajamento e mantém o cliente participando durante toda a campanha”, ressalta o diretor.
A ação inclui ainda incentivo às equipes de venda. O vendedor vinculado ao cupom sorteado também recebe premiação. “É uma maneira de estimular os profissionais que estão à frente da nossa campanha”, sublinha Duarte.
A CDL aposta na combinação entre premiação imediata e sorteios para ampliar o fluxo de consumidores nas lojas. “Existe a intenção de compra, e quando o cliente percebe que pode ganhar um prêmio na hora ou ainda concorrer a outros, isso influencia a decisão e aumenta a procura pelo comércio local”.
LOJISTAS
Para os lojistas, a entidade definiu cota única de participação de R$ 59,90, valor inferior ao praticado anteriormente. A medida busca ampliar a adesão entre os cerca de 1.600 associados. Em 2025, mais de mil empresas participaram da campanha.
“Neste ano não teremos cotas diferenciadas. É uma cota única, acessível, que permite que mais associados participem. A expectativa é ampliar o número de empresas envolvidas em relação ao ano passado”, afirma o dirigente.
Conforme Duarte, esta é a primeira fase da campanha e a entidade já projeta uma segunda etapa para o último trimestre do ano, com prêmios de maior valor. “Estamos planejando outra fase da campanha para outubro, novembro e dezembro, período com maior movimentação no comércio. Até lá, é fundamental a adesão do lojista e a participação do consumidor nessa primeira fase”.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó aprovou por unanimidade as contas do mandato 2025 durante assembleia de prestação realizada na quarta-feira (8/04). O encontro reuniu integrantes da atual diretoria e também representantes da gestão anterior.
Os números apresentados indicam avanço no desempenho econômico da entidade. Em 2025, o resultado financeiro ficou 19% acima do registrado em 2024. No acumulado do ano, o crescimento chegou a 30% em relação ao período anterior.
Ex-presidente da CDL, Edson Demétrio Piana, destacou que a condução da entidade seguiu três eixos principais: segurança nas vendas, capacitação de gestores e colaboradores e campanhas voltadas ao fortalecimento do comércio. Segundo ele, o ciclo encerrado em 31 de dezembro de 2025 foi marcado por organização interna e atuação alinhada aos interesses dos associados.
Piana também ressaltou o modelo de administração adotado. “Nós administramos a CDL como uma empresa, sempre visando beneficiar cada vez mais os associados e transformar a CDL em uma grande entidade representativa do setor empresarial de Chapecó. Eu tenho orgulho dos nossos colaboradores e de toda a diretoria”, sublinhou.
O diretor financeiro, Renato Behm, apresentou os resultados e classificou a CDL como uma entidade rentável. Ele destacou que os indicadores positivos envolvem não apenas as finanças, mas também o crescimento do associativismo. De acordo com Behm, os recursos foram aplicados em cursos, serviços e campanhas promocionais, com destaque para a Semana Total, considerada a principal ação comercial da entidade. “A estrutura organizacional e a equipe contribuíram para a geração de receitas que retornam ao associado em forma de capacitação, incentivo às vendas e qualificação profissional”, pontuou.
Atual presidente, Roni Tasca reforçou a diretriz de gestão baseada no controle de despesas e na ampliação de receitas. “Essa é uma obrigação de qualquer diretoria. Precisamos administrar a CDL como uma empresa e pensar em aumentar o número de associados, que é a nossa receita e nossa sustentabilidade”, afirmou. Tasca também enfatizou a responsabilidade na aplicação dos recursos. “Cada centavo que está na instituição pertence ao associado, por isso, o recurso não pode ser gasto, tem que ser investido para gerar retorno perceptível no dia a dia do empresário, seja por meio de serviços, campanhas ou qualificação”.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó reuniu empresários, gestores e profissionais de RH e de segurança do trabalho na noite de terça-feira (7) para um curso voltado à atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com foco nos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. O encontro repassou orientações práticas para adequação às novas exigências legais que entram em vigor em maio deste ano.
A capacitação foi conduzida pela psicóloga e consultora organizacional, Kiona Francini Ames, que detalhou o passo a passo para adequação à atualização da NR-1. Segundo ela, o trabalho começa pelo diagnóstico interno, com a identificação dos fatores de risco e a definição de medidas de controle que precisam ser implementadas pelas empresas.
Kiona explicou que a norma passa a exigir uma análise mais estruturada do ambiente organizacional, incluindo a mensuração de aspectos emocionais. “Assim como se mede ruído ou iluminação, agora será necessário avaliar também as condições emocionais no trabalho, por meio de instrumentos como questionários e pesquisas com os colaboradores”, afirmou.
A especialista destacou que as empresas precisam comprovar que adotam práticas de gestão voltadas à saúde mental, especialmente diante do aumento de afastamentos por transtornos como ansiedade, depressão e burnout. “Hoje, cerca de 20% dos afastamentos pelo INSS estão relacionados a essas doenças, o que levou o Ministério do Trabalho a atualizar a norma”, pontuou.
Kiona apresentou alternativas para a execução desse processo, que pode ser conduzido por profissionais internos capacitados ou por consultorias externas. Entre as orientações práticas, a palestrante citou a necessidade de controle de horas extras, monitoramento de atestados, realização de feedbacks periódicos, pesquisas de clima organizacional e registro das ações adotadas. Também recomendou a aplicação de diagnósticos em parte significativa da equipe para identificar pontos críticos e direcionar intervenções.
“A atualização da NR-1 representa uma mudança relevante na gestão empresarial. Ambientes com melhores condições emocionais apresentam menor rotatividade, menos afastamentos e maior produtividade, além de contribuírem para a atração e retenção de profissionais”.
ADEQUAÇÃO
O diretor executivo da CDL Chapecó, Maurício Duarte, afirma que o curso integra a agenda da CDL voltada à qualificação empresarial e ao apoio na adaptação às mudanças legais. Ele ressalta que a fiscalização com caráter punitivo relacionada aos riscos psicossociais entra em vigor no próximo mês, o que intensifica a necessidade de preparação por parte das organizações.
“É importante que o empresário esteja adequado a essa atualização, porque a legislação prevê multas em caso de não atendimento. Este curso trouxe orientação prática para que as empresas compreendam o que precisa ser implementado e mantenham a regularidade”.
Funcionamento das licitações, exigências legais e estratégias para ampliar a presença de empresas no mercado público pautaram o curso promovido pela CDL Chapecó em parceria com o Observatório Social, na noite de quinta-feira (26). A capacitação reuniu empresários e especialistas para discutir, de forma prática, como acessar um segmento que movimenta bilhões de reais todos os anos.
O auditor fiscal Vicente Vitelmo Freitas apresentou o potencial econômico do setor. “Hoje, o poder público é o maior comprador do mercado e um cliente que paga em dia. Em Chapecó, as licitações municipais movimentaram mais de R$ 513 milhões em 2024, enquanto o volume nacional ultrapassou R$ 500 bilhões em 2025”, apontou.
Freitas também defendeu maior participação de empresas locais nos processos. Segundo ele, a presença de fornecedores da região reduz riscos de execução e aumenta a confiabilidade dos contratos. “Em Chapecó, segundo dados do Observatório Social, 85% das compras feitas pela Prefeitura são de empresas de fora do município. Quando o empresário local participa, há mais controle, mais proximidade e mais responsabilidade sobre o que é entregue”, alegou.
MUDANÇAS NA LEI
O advogado empresarial Marcel Kracker Lerner destacou a mudança trazida pela nova Lei de Licitações (nº 14.133/2021), com processos mais digitais e acessíveis. O pregão eletrônico ampliou o alcance das empresas, que hoje podem disputar contratos em todo o país por meio de plataformas unificadas. Para Lerner, o principal desafio está dentro das próprias empresas: organização, domínio dos custos e leitura técnica dos editais. “Quem não conhece o próprio produto, não calcula corretamente seus custos e não observa as exigências técnicas, acaba ficando pelo caminho ou assumindo contratos que não consegue cumprir”.
Ele também chamou atenção para a necessidade de preparo estrutural. Fluxo de caixa, capacidade de entrega e adequação às especificações são fatores decisivos. “A lei ficou mais rigorosa. Quem entra despreparado pode sofrer penalidades e até ser impedido de participar de novas licitações”.
Com experiência na gestão pública, o advogado Douglas Aigner abordou a lógica do lado do poder público ao explicar como o município compra e como ocorre a fiscalização. De acordo com ele, o critério central não é o menor preço isoladamente, mas a capacidade de entrega. “A administração quer segurança. Quer o produto certo, na quantidade certa e no prazo certo. Não quer lidar com problemas”, ressaltou.
Aigner detalhou que grande parte das penalizações ocorre por descumprimento contratual, muitas vezes por desconhecimento. “O contrato não é uma formalidade. Ele define tudo: prazo, especificação e forma de entrega. Ignorar isso leva à penalidade”, disse. Para ele, atrasos, entrega fora do padrão e falhas na execução afastam empresas desse mercado.
QUALIFICAÇÃO E OPORTUNIDADE
O presidente do Observatório Social de Chapecó, Fernando Ioris, enfatizou que o tema do curso surgiu da necessidade de qualificar o ambiente de negócios sobre as vantagens de vender para o poder público. Conforme ele, o setor mantém demanda constante, inclusive em períodos de retração econômica, o que dá maior segurança nas vendas. “Enquanto o consumo privado oscila, o poder público continua comprando. É um mercado estável e amplo”, sublinhou.
Ioris também apontou efeitos além do faturamento. “Quanto mais empresas sérias participam, maior o controle sobre os processos. O empresário passa a atuar também como agente de fiscalização”, argumentou. Ele reforçou ainda que, com a digitalização das licitações, empresas locais podem competir em todo o país, ao mesmo tempo em que enfrentam concorrência externa dentro do próprio município.
Já o diretor executivo da CDL Chapecó, Maurício Duarte, tratou o poder público como um cliente estratégico para o varejo. “Ele compra de tudo: do material básico a contratos complexos. Quem entende esse mercado amplia sua carteira e ganha escala”, afirmou. Este é o terceiro curso da entidade sobre o tema e reflete a demanda dos associados. “Ainda existe receio de vender para o governo. Quando o empresário entende as regras, percebe que há oportunidade real de crescimento e acesso a novos mercados, inclusive fora da região”, disse Duarte.
A capacitação também abordou leitura de editais, organização documental e estratégias para aumentar a competitividade. Entre os pontos discutidos, estiveram os benefícios legais para micro e pequenas empresas, como margem de preferência em propostas e critérios de desempate.
O curso contou com apoio do SPC Brasil e do Sicredi.
Em reunião mensal nesta semana, a CDL Jovem Chapecó lançou um projeto piloto para este ano: o Talk CDL Jovem, espaço que conecta a nova geração de empresários às lideranças do setor produtivo para debater o crescimento da cidade. Com o tema “Chapecó em Movimento”, a proposta aborda pautas como desenvolvimento econômico, segurança pública, investimentos públicos e privados, crescimento urbano e novos padrões de consumo.
A primeira edição recebeu o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Márcio Paixão Rodrigues, e os empresários do ramo imobiliário, Alexandre Brum (Plaza Imóveis) e Rodrigo Brisola (PAX Empreendimentos), que destacaram o potencial de expansão do município.
Rodrigues apresentou os principais indicadores ao afirmar que Chapecó vive um dos seus melhores momentos de desenvolvimento. Ele destacou que o PIB cresceu 28% nos últimos dois anos, segunda maior alta de Santa Catarina, e que o município deve alcançar 300 mil habitantes em 2028 e 500 mil em 2042. “Somente no último ano, o número de empresas aumentou 24% em Chapecó, o investimento público alcançou R$ 1,6 bilhão e os investimentos privados chegaram a R$ 20 bilhões, refletindo diretamente na infraestrutura, na economia e na qualidade de vida”, reforçou.
Brum e Brisola citaram os pontos fortes do município que dão segurança aos investidores e apontaram desafios e oportunidades para quem empreende no mercado. Segundo os empresários, metade do movimento econômico gerado pelo setor imobiliário na cidade vem do público local e a outra fatia é de investidores de fora. Os clientes, também, estão mais prontos para a compra e preferem apartamento compactos (studios, 1 e 2 quartos). De acordo com as lideranças, a cidade precisa planejar mobilidade urbana para acompanhar o crescimento do setor e os empresários devem investir em qualificação e em novas tecnologias para manter-se no mercado.
O diretor-presidente da CDL Jovem Chapecó, Ricardo Lima, sublinha a troca de experiências e de conhecimento proporcionada pelo projeto. “O Talk CDL é um espaço para conectar ideias e pensar juntos o futuro de Chapecó. Colocar jovens empresários frente a frente com lideranças experientes é fundamental para acelerar o desenvolvimento, ampliar a visão de mercado e qualificar a tomada de decisões”.
AÇÕES DO ANO
Além do debate econômico, a reunião também avançou no planejamento das ações da CDL Jovem previstas para o ano. A coordenadora de Eventos, Thaynara Vitorino, apresentou o planejamento do projeto Rodadas de Negócios, realizado em parceria com o Sebrae/SC para gerar oportunidades de vendas entre os participantes. A primeira edição está confirmada para o dia 29 de abril, às 19h, e uma segunda edição acontecerá em setembro.
O coordenador do Dia Livre de Impostos (DLI), Paco Barreto, abordou as estratégias da ação que acontecerá no dia 28 de maio e tem como objetivo mostrar, na prática, o peso dos tributos no preço que chega ao consumidor. Entre as metas estão a ampliação da captação de empresas participantes e a realização de um workshop preparatório para orientar os empresários sobre como potencializar os resultados durante a data.O objetivo éenvolver 150 empresas associadas na maior edição de todas.
Já a coordenadora do projeto Trajetória Profissional, Júlia Colombi Barella, informou que as duas edições do ano estão previstas para os meses de junho e setembro. Os eventos terão convidados especiais para compartilharem suas jornadas e experiências.
O encontro também homenageou a ex-presidente da CDL Jovem, Mara Nolasco, em reconhecimento à sua contribuição à entidade.
Evitar o excesso de formalidade, conduzir a conversa com estratégia e utilizar corretamente recursos como ligação, áudio e texto foram algumas das orientações apresentadas no curso “Vendas pelo WhatsApp: Convertendo Conversas em Clientes”, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL). A capacitação ocorreu nos dias 10 e 11 de março, no auditório da entidade, e reuniu empresários, gestores e profissionais interessados em aprimorar as vendas no ambiente digital.
A formação foi conduzida pelo especialista em vendas Jeremias Oberherr, que destacou erros comuns cometidos por vendedores ao utilizar o aplicativo de mensagens como canal comercial. Entre os principais pontos abordados esteve o excesso de formalidade nas conversas, prática que, segundo ele, compromete o relacionamento com o cliente.
Oberherr explicou que o WhatsApp foi criado como uma ferramenta de conversa e relacionamento, o que exige uma comunicação mais natural e próxima. Quando o vendedor transfere para o aplicativo a mesma formalidade utilizada em e-mails, a interação tende a se tornar pouco atrativa e o cliente abandona a conversa. “O WhatsApp é um canal de venda que pode fazer você ganhar muito dinheiro, mas se você não souber como, vai fazer você perder muito dinheiro”, alerta.
RELEVÂNCIA
Dados apresentados durante o curso reforçaram a importância do aplicativo no cenário atual. Mais de 98% das pessoas que possuem smartphone no Brasil utilizam o WhatsApp para se comunicar, o que amplia as oportunidades para empresas que dominam estratégias de venda no ambiente digital.
O especialista aponta que, enquanto a taxa média de abertura de e-mails comerciais no Brasil é inferior a 11%, as mensagens enviadas pelo WhatsApp registram índices superiores a 96%. “Num dos meus negócios eu tinha seis vendedores externos. Hoje eu tenho seis internos vendendo pelo WhatsApp e vendem muito mais do que antes. Isso demonstra a eficácia do uso correto da ferramenta de comunicação”, relata.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de utilizar técnicas específicas para vendas na rede social. Segundo o palestrante, muitos vendedores tentam reproduzir no aplicativo a mesma abordagem utilizada em atendimentos presenciais ou por telefone, sem considerar as características próprias da comunicação digital.
ESTRATÉGIAS
Durante a capacitação, Oberherr também apresentou orientações sobre como conduzir a conversa com o cliente de forma estratégica. A recomendação é priorizar primeiro a ligação ou chamada de vídeo. Caso não seja possível, a alternativa é utilizar áudio, que permite transmitir emoção e persuasão por meio da entonação e da velocidade da fala. O texto escrito deve ser utilizado apenas quando as outras opções não forem viáveis, já que transmite informação, mas não expressa emoção. “Cabe ao vendedor assumir o papel de conduzir o diálogo e escolher a melhor forma de comunicação em cada situação”.
Outro desafio recorrente abordado no curso foi a situação em que o cliente pergunta o preço e deixa de responder à conversa. Para lidar com esse cenário, o especialista apresentou métodos para retomar o contato e manter o cliente engajado no atendimento.
Entre as estratégias apresentadas está uma sequência estruturada de mensagens que pode ser utilizada quando o cliente interrompe a conversa após receber o valor do produto ou serviço. A primeira abordagem consiste em retomar o contato em até 24 horas com uma mensagem breve que demonstre atenção ao cliente e incentive a continuidade da negociação.
“Eu vou mandar uma mensagem dizendo assim: fulano, eu sei que a sua agenda é bem corrida, talvez você esqueceu de me responder, mas eu continuo no aguardo. Uma mensagem assim gera um certo incômodo que provoca uma reação: ‘você está esquecendo de mim, mas eu ainda tô aqui te esperando’. Muitos clientes já voltam a conversar aqui”, exemplifica.
De acordo com Oberherr, empresas que aplicaram esse modelo conseguiram retomar o diálogo com mais de 87% dos clientes que haviam abandonado o atendimento, o que amplia significativamente as possibilidades de conversão em vendas.
CURSOS
A iniciativa integrou o calendário de capacitações promovido pela CDL Chapecó, que busca oferecer ferramentas práticas para fortalecer o desempenho do comércio local e acompanhar as transformações do mercado.
O diretor executivo da CDL Chapecó, Maurício Duarte, frisa que a qualificação contínua dos empresários e das equipes de vendas representa um fator decisivo para a sustentabilidade dos negócios. “O comércio passa por constantes transformações e exige profissionais preparados para lidar com novas formas de atendimento e relacionamento com o consumidor”.
Duarte também reforça que as capacitações promovidas pela entidade buscam trazer conteúdos atuais e alinhados às demandas do mercado. “Ao investir em conhecimento e desenvolvimento profissional, os comerciantes ampliam a capacidade de inovar, melhorar a experiência de compra e fortalecer o desempenho das empresas no cenário cada vez mais competitivo”.
O empreendedorismo feminino mantém presença expressiva na economia de Chapecó. Levantamento feito pelo Observatório Econômico da CDL de Chapecó, com base em dados da Receita Federal, aponta que o município conta com 26.081 Microempreendedores Individuais (MEIs), dos quais 11.134 são mulheres. O número representa 42,7% do total de negócios formalizados nessa categoria.
A participação feminina se distribui por diversos segmentos, com destaque para o comércio e os serviços. No setor de artigos do vestuário e acessórios, Chapecó registra 1.330 MEIs, 1.051 deles liderados por mulheres (79,0%). No setor de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal, são 185 empreendimentos, 149 deles estão sob gestão feminina (80,5%).
O fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar reúne 456 MEIs, com 318 mulheres à frente (69,7%). A atividade de cabeleireiros soma 1.541 registros, dos quais 1.101 pertencem a empreendedoras (71,4%). Em outras atividades de tratamento de beleza, o predomínio feminino é ainda mais evidente: dos 681 negócios formalizados, 664 são comandados por mulheres (97,5%).
Também se destacam o comércio de suvenires, bijuterias e artesanato, com 71 MEIs, 58 deles microempreendedoras (81,7%). Já o comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializados, dos 134 registros, 87 estão sob liderança de mulheres (64,9%).
As estatísticas nacionais e estaduais reforçam a ascensão feminina no mercado. De acordo com dados do Sebrae Nacional, o Brasil soma hoje 10,4 milhões de mulheres à frente de negócios próprios. O número representa um avanço expressivo desde 2012, com crescimento acumulado de 42%. Em Santa Catarina, levantamento da Junta Comercial do Estado (Jucesc) aponta mais de 1,25 milhão de mulheres na gestão e no quadro societário de empresas, 38,2% do total de empreendedores.
MERCADO FORMAL
Além do empreendedorismo, a presença das mulheres no mercado formal de trabalho também se destaca. Dos 104 mil trabalhadores com carteira assinada em Chapecó, 49.806 são mulheres, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego. O contingente representa quase metade da força de trabalho celetista do município, o que amplia a participação feminina tanto na iniciativa privada quanto na condução de negócios próprios.
Para o presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, os indicadores mostram que as mulheres ocupam espaço relevante na economia do município. “Elas não apenas participam do mercado, mas lideram segmentos estratégicos do comércio local, com percentuais muito expressivos em áreas como vestuário, cosméticos e alimentação. Isso demonstra a força feminina para o setor e para os negócios”.
Tasca também destaca o impacto econômico desse movimento. “Quando quase 80% dos MEIs de vestuário e mais de 97% das atividades de tratamento de beleza estão sob comando feminino, isso revela capacidade de gestão, geração de renda e influência direta no dinamismo do comércio de Chapecó”.
A presidente da CDL Mulher Chapecó, Luci Peruzzo, também ressalta o protagonismo feminino no desenvolvimento econômico local e a importância de incentivar o empreendedorismo entre as mulheres. “Empreender é um ato de coragem. As mulheres não esperam estar prontas, elas começam, aprendem no caminho e constroem seus negócios com dedicação e persistência. Os números mostram essa força feminina movimentando a economia da nossa cidade e reforçam a importância de apoiarmos cada vez mais essa ascensão”. Para ela, quando uma mulher investe em seu negócio, os impactos ultrapassam o ambiente empresarial. “Se ela cresce, ela gera renda, cria oportunidades e contribui para o desenvolvimento da família e de toda a comunidade”, enaltece.
FORÇA FEMININA
Há cinco anos, a contadora Juliana Giotto Rodriguesdecidiu largar o escritório para empreender em Chapecó. Depois de duas décadas e meia na profissão, ela fez cursos de costura e artesanato, participou de feiras em São Paulo e descobriu uma nova paixão que a inspirou para uma nova carreira. Tornou-se microempreendedora individual e abriu a Pólen Tecidos, loja especializada em tricolines 100% algodão, tricolines digitais, linho misto e aviamentos em geral, que fornece a matéria-prima para a produção das artesãs do município.
“Abri a loja na sala da casa da minha mãe, com cinco clientes. Em dois anos como MEI passamos para ME e ampliamos a loja para a garagem da casa. Hoje, temos uma carteira de mais de 100 clientes e triplicaremos o tamanho da loja ainda neste ano”, conta Juliana ao informar que além do espaço físico, a Pólen conta com loja virtual e vende para o país inteiro. A empreendedora também dá cursos para outras mulheres que queiram aprender costura criativa. “É um orgulho poder ajudar outras mulheres a empreenderem e aumentarem a renda familiar”.
Juliana observa o avanço do empreendedorismo feminismo como um reflexo da força das mulheres. “Elas correm atrás dos sonhos, batalham por eles, ajudam umas às outras e nunca desistem, mesmo levando ‘nãos’ ou sofrendo alguma discriminação. É essa força que faz diferença”, relata, ao apontar o caminho para dar certo nos negócios. “Empreender requer autocontrole nas finanças, entender e atender muito bem o cliente, personalizar as vendas e inovar sempre”.
INCENTIVO E ACOLHIMENTO
A filha de Paula Toazza foi a sua grande porta de entrada para o empreendedorismo. Com o desejo de passar mais tempo com ela e acompanhar de perto o seu crescimento, Paula decidiu deixar o trabalho de CLT como contadora e abrir espaço para um novo caminho, cuja única regra era não ficar sem fazer nada. Encantou-se pela costura criativa, fez cursos pela internet, comprou tecidos e uma máquina e produziu sozinha o protetor de berço da filha, usando a técnica de patchwork — arte de unir retalhos de tecidos para criar novas peças.
“Ficou muito bom e eu me apaixonei pela costura”, conta ela ao destacar que se aprofundou nas artes de patchwork e quilting (acolchoado) com novo curso em São Paulo ministrado pela maior especialista sobre o assunto: Ana Cosentino.
A partir daí, Paula começou a costurar em casa e comercializar tapetes, mochilas, bolsas, entre outros artigos. Em 2018 surgiu a oportunidade de dar aula sobre costura para uma amiga e junto com ela abriu o curso em uma sala comercial com quatro máquinas no bairro São Cristóvão. Em 2020 abriu a Estação Patchwork e Quilting em novo espaço no centro, com 7 máquinas em 75 m² e em 2024 ampliou a loja para o calçadão, hoje Bullevard. Nestes sete anos de empresa, ela conta com oito professoras e mais de 100 alunas, além de administrar a loja de tecidos e aviamentos.
“Busco trabalhar na Estação um olhar diferente, que vai além do ensino e da costura. É um espaço de acolhimento das mulheres, que compartilham seus problemas, suas vidas, ajudam umas às outras e acabam descobrindo seu potencial e se encontrando com elas mesmas”, declara. Para Paula, quando isso acontece, as mulheres transformam suas vidas. “Essa inquietação e essa vontade de fazer algo a mais é que fazem a diferença e nos levam a empreender. Somos uma geração de mulheres que não nasceu para ficar em casa, mas para buscar o que realmente queremos. O empreendedorismo feminino mostra que nós podemos e conseguimos fazer tudo o que quisermos”.
Roni Tasca lembra emocionado da sua primeira negociação na vida. Ele tinha 14 anos e, ao lado dos dois irmãos, Raul Júnior e Robson, foi incentivado pelos pais Neide e Raul a trabalhar na loja da família – Calçados Novo Hamburgo – e a fazer seu primeiro pedido de produtos. Ele comprou pares a mais e isso o marcou para sempre. Em vez de repreensão, recebeu apoio e incentivo, o que ampliou sua forma de lidar com erros e ensinou uma lição valiosa que carrega até hoje na gestão dos negócios: responsabilidade e motivação são qualidades inegociáveis.
Hoje, aos 44 anos, com uma bagagem de três décadas no comércio, ele administra cinco lojas em Chapecó, Xanxerê e Paranaguá (PR), lidera 130 funcionários e assume oficialmente a presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó, em evento festivo no próximo dia 26, às 19h30. Ao lado da nova diretoria e à frente de uma das entidades mais representativas do município, Tasca chega com o desafio da mudança digital no mercado e com o compromisso de fortalecer o diálogo com os lojistas, ampliar a participação dos associados e contribuir para o desenvolvimento econômico do município e da região.
Nesta entrevista, o novo presidente, chapecoense nato, pai de Letícia e Isadora, e marido de Fernanda, compartilha sua forma de pensar, as expectativas para o mandato e os caminhos que devem orientar a atuação da entidade nos próximos anos.
Em sua avaliação, quais os fatores que contribuíram para Chapecó se tornar um dos maiores centros comerciais do sul do Brasil?
A nossa geografia, sem dúvida. Nós temos uma desvantagem de estarmos longe das grandes capitais, porém, ao mesmo tempo essa acabou sendo uma grande vantagem: nos tornamos uma cidade polo, reconhecida pelo seu desenvolvimento no agronegócio, na indústria, no cooperativismo, na construção civil e no setor de tecnologia e inovação, fruto do planejamento e do bom trabalho feito pelos nossos desbravadores. Nossa economia é formada por uma grande engrenagem, girada por todos os setores e esse é outro diferencial nosso: quando um vai bem, todos vão bem. E na nossa cidade isso acontece, todas essas economias estão girando bem, o que reflete diretamente no comércio, gerando empregos, movimentando o consumo e impulsionando a economia.
Qual a linha de ação que o senhor adotará na defesa e fortalecimento do comércio lojista de Chapecó?
Primeiramente, queremos dar a nossa contribuição para o desenvolvimento de Chapecó e do Oeste Catarinense. Enquanto entidade, faremos isso monitorando a legislação nas três esferas públicas e cobrando investimentos para trazer melhorias na infraestrutura regional. Segundo, é fortalecermos o nosso associado e, consequentemente, o nosso setor, entendendo os desafios dos lojistas, ampliando a participação, trazendo novos cursos para oportunizarmos melhor qualificação e orientando-os para o futuro. O perfil do consumidor já não é o mesmo e as mudanças estão acontecendo de forma rápida, o que exige preparo, motivação e muita resiliência.
Quais os desafios que enfrentam, atualmente, os lojistas nesses tempos de rápidas mudanças e transformações provocadas pelas novas tecnologias?
Eu costumo dizer que a transformação digital é um caminho sem volta, então, o lojista precisa se aliar a ela e não resistir, isso porque o cliente mudou e o comércio precisa mudar junto. A CDL tem esse papel de ajudar os lojistas e suas equipes a entenderem esse novo cenário, a se prepararem melhor e a tomarem decisões mais estratégicas no dia a dia. Neste contexto, as perguntas desafiadoras a serem feitas, são: de que forma a minha loja física pode andar junto com o universo digital? Em que a tecnologia melhora meus processos e meu atendimento? Como ela me ajuda a atrair o novo perfil de consumo? É uma mudança macro que requer micro-ações estratégicas para cada realidade. Colocar em prática tudo isso é o nosso grande desafio.
A rápida expansão das lojas virtuais e do comércio eletrônico pode ameaçar as lojas físicas ou, em sua avaliação, o consumidor ainda prefere o comércio tradicional?
Olha, eu poderia dizer que ela não ameaçaria, mas sim, ela ameaça. Apesar de estarmos em uma cidade interiorana, somos um dos maiores polos tecnológicos do Estado e estamos inseridos neste novo cenário, por isso devemos colocar o digital como um aliado nosso, mesmo que isso custe tempo e dinheiro. Hoje todo o mundo está utilizando vários canais e automatizando seus processos. Então, o desafio é orientar o nosso associado sobre como ele deve agir e qual caminho deve seguir. As lojas físicas não deixarão de existir, mas precisam de fato mudar para acompanhar o novo mercado.
Qual é o perfil dos novos consumidores e como os lojistas se preparam para conquistar essa clientela?
Hoje, não falamos mais de um perfil de consumidor, mas de vários perfis, idades diferentes, gostos variados, estilos diversos, formas de compra e de pensar no consumo e na vida. Diante disso, acreditamos como CDL, que cada empresa terá que seguir um nicho específico para um público específico e vender sua exclusividade, sua personalidade, não mais quantidade. A nossa orientação é que não adianta querer abraçar todos os nichos, porque o mercado se pulverizou, ficou muito grande e é preciso escolher um para ter mais chances de sucesso e efetividade nas vendas.
Quais valores da sua trajetória como empresário o senhor traz para a presidência da CDL?
A responsabilidade nas ações, o desenvolvimento constante que o ramo exige, o caráter na liderança do setor e a motivação para sempre buscar mais para o associado, para a entidade e para o município.
O senhor assume a CDL na perspectiva de sediar, em 2027, a Convenção Estadual do Comércio Lojista. O que esse evento significa para Santa Catarina e para Chapecó?
Nós já somos a sexta maior CDL e a quinta maior economia do Estado, com total capacidade para sediarmos o evento que também é o maior do setor em Santa Catarina. A Convenção traz pessoas de fora, gera visibilidade para nossa cidade, além de muito networking e aprendizado. É um momento que o empresário vai poder tirar dúvidas, ter insights e analisar o futuro para o seu negócio. Estamos preparados para fazer uma edição histórica em Chapecó.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó oficializou, na noite de quinta-feira (26/2), a posse da diretoria que conduzirá a entidade no biênio 2026/2027. A cerimônia ocorreu na Casa do Vale Eventos e reuniu cerca de 200 pessoas, entre empresários, lideranças políticas e representantes de entidades do setor.
O evento formalizou a transição da presidência da entidade de Edson Demétrio Piana para Roni Tasca. Após a leitura do termo de posse pelo diretor executivo Mauricio Duarte, Tasca recebeu o diploma e a insígnia da instituição, assinou o documento oficial e prestou juramento. No discurso, afirmou que atuará em defesa dos interesses dos associados e do fortalecimento do varejo local.
“Assumo a presidência com senso de responsabilidade e compromisso com cada associado. Nossa gestão terá um princípio claro: não aumentar custos, manter a eficiência e administrar a CDL como administramos nossas próprias empresas. Porque a CDL é como uma empresa. Quem está aqui hoje está por amor. Amor pelo comércio, pela entidade e por Chapecó. Queremos ver a cidade crescer, gerar oportunidades e prosperar”, sublinhou o presidente.
Tasca indicou as prioridades para o novo mandato e sinalizou a defesa de pautas estratégicas para Chapecó e região. “Precisamos inovar sem perder a essência. Vamos fortalecer a CDL digital, ampliar o uso de tecnologia, inteligência artificial e ferramentas que apoiem o varejo. O empresário precisa de soluções práticas e modernas. Temos também a obrigação de trazermos os jovens para trabalhar em nossos projetos, porque a renovação garante continuidade e visão de futuro. Ao lado das demais entidades do setor produtivo, iremos defender as pautas importantes para nossa cidade e região, como a ampliação do aeroporto e a duplicação da BR 282, um compromisso que assumo. Navegamos em mares desafiadores, por isso precisamos de inteligência para conduzir este barco, tomar decisões responsáveis e manter o varejo competitivo. É isso que nos move”.
O vice-presidente, Jonas Augusto Rolim de Moura, também reforçou o alinhamento da diretoria. “A CDL é uma construção coletiva. Cada diretor, cada conselheiro e cada associado têm papel fundamental nesse processo. Obrigado pela confiança. Seguiremos juntos, com responsabilidade e visão estratégica, para mantermos a entidade forte, respeitada e próxima do empresário”.
DESAFIOS DO SETOR
Durante a solenidade, foram empossados os integrantes da diretoria executiva, do conselho consultivo e da CDL Jovem. A mesa de honra contou ainda com a presença do vice-prefeito de Chapecó, Valmor Scolari; deputada federal Daniela Reinehr; representante da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC), José Carlos Benini; gerente de Contas Estratégicas do SPC Brasil em Santa Catarina, Bárbara Corrêa; e diretora distrital do 6º Distrito da FCDL/SC, Francisleia Bernardi.
O novo presidente empossado da CDL Jovem, Ricardo Lima, destacou os principais projetos do núcleo no ano e enfatizou a prioridade de formar novos líderes no setor. “A CDL Jovem quer deixar um legado importante: a formação de lideranças. Neste ano, colocaremos em prática projetos voltados à capacitação, integração e inovação. Trabalharemos para aproximar os jovens empresários da entidade e criar uma cultura de gestão e participação ativa”.
Ao deixar o cargo, Edson Demétrio Piana fez um balanço da gestão 2023/2025 e ressaltou os principais avanços do período. “Nossa gestão trabalhou com planejamento, diálogo e responsabilidade. Fortalecemos projetos institucionais, ampliamos a presença da CDL nos debates da cidade, investimos na qualificação e valorizamos cada associado. Enfrentamos um período de profundas transformações no varejo. A concorrência on-line deixou de ser tendência e passou a ser realidade consolidada. Os desafios continuam, por isso, precisamos nos motivar todos os dias. Mas a pergunta que deixo aqui é: com quem e com o que? Saio da presidência, mas permaneço como membro da diretoria, associado e apoiador, convicto de que a união do varejo continuará sendo o nosso maior diferencial”.
Como representante do movimento lojista estadual, José Carlos Benini enalteceu a importância da atuação integrada entre as CDLs catarinenses e mencionou a defesa do setor pela manutenção da escala de trabalho no País. “Vivemos um momento que exige responsabilidade nas decisões. A discussão sobre redução da jornada de trabalho precisa considerar, de forma equilibrada, os impactos sobre as empresas. Não se pode nutrir ilusões. Somos favoráveis a iniciativas que melhorem a qualidade de vida, mas é fundamental que o governo ajude o empresário a aumentar a produtividade. Precisamos de regras trabalhistas mais flexíveis e adequadas à realidade do setor. O movimento lojista enfrenta desafios importantes e é essencial estarmos próximos das CDLs, tomarmos decisões assertivas e fortalecermos a base. A Federação está presente para apoiar, orientar e caminhar ao lado da CDL de Chapecó”.
O vice-prefeito Valmor Scolari frisou o papel da entidade no desenvolvimento econômico do município. “A Prefeitura é parceira da CDL. Estamos à disposição para apoiar iniciativas que movimentem a economia e fortaleçam o comércio. Por isso, implantamos projeto de desburocratização econômica para que a iniciativa privada possa crescer sem maiores percalços, porque entendemos que o empresário já enfrenta carga tributária federal e estadual, e o município não pode ser mais um peso. Seremos, sempre, uma prefeitura que motiva, que incentiva e que caminha junto com as entidades”.
Já a deputada federal, Daniela Reinehr, assumiu o compromisso de defender as pautas do setor produtivo em Brasília. “O segmento precisa ser defendido com responsabilidade para que continue gerando empregos e este é o meu compromisso. A discussão sobre mudanças na escala de trabalho exige posicionamento firme dos parlamentares e a defesa pela manutenção da carga horária. Não haverá mão de obra suficiente se não considerarmos a realidade do mercado e isso terá impacto desastroso na economia”, alertou ela. A deputada também anunciou o início dos estudos para ampliação do Aeroporto de Chapecó, pauta estratégica para a região. “O primeiro passo já foi dado, os estudos já começaram e dentro de um ano poderemos dar início a execução do projeto, que representa mais desenvolvimento e competitividade”.
O encontro encerrou com jantar de confraternização.
SOBRE A CDL
Fundada em 1969, a CDL Chapecó representa e defende os interesses do comércio varejista do município, como elo entre empresários, poder público e sociedade. A entidade reúne 1.625 associados e integra o sistema estadual e nacional do movimento lojista, com participação ativa em conselhos municipais e pautas estratégicas para o desenvolvimento econômico.
A força institucional da CDL reflete o peso do comércio na economia local. Chapecó é hoje o 26º município do Brasil em número de carteiras assinadas no setor, com 25.073 trabalhadores formalmente empregados. O setor também tem forte representatividade empresarial. São aproximadamente 10 mil empresas ligadas ao comércio em Chapecó — entre MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte — o que corresponde a 19% dos 50.693 empreendimentos ativos no município.
A média salarial do comércio formal é de R$ 3.334,42, valor que movimenta cerca de R$ 83,3 milhões por mês na economia local e quase R$ 1 bilhão por ano em renda, números que contribuem para o desenvolvimento social e econômico da cidade.
DIRETORIA EXECUTIVA:
Roni Tasca, presidente (Calçados Novo Hamburgo)
Jonas Augusto Rolim de Moura, vice-presidente (Pampaloc Locadora de Equipamentos)
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó (CDL) promoveu, nos dias 24 e 25 de fevereiro, o curso “O Impacto da Inteligência Artificial dentro do Varejo” para empresários, gestores e profissionais do comércio. A capacitação mostrou na prática como a tecnologia já transforma o setor.
O conteúdo foi conduzido por Yanomani Luz, especialista em Inteligência Artificial aplicada aos negócios, fundadora e CEO da Luz AI Solutions e professora de MBA em Inteligência Artificial. Com formação em Gestão da Inovação e passagens por instituições como Harvard Business School e Google Cloud Startup School, a palestrante apresentou conceitos, ferramentas e aplicações da IA voltadas ao cotidiano do varejo.
Durante o curso, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre o uso da inteligência artificial no dia a dia do comércio, com foco em produtividade, marketing e criação de conteúdo, atendimento ao cliente e apoio à tomada de decisões. Também foram abordadas boas práticas, ética e uso seguro da tecnologia, tema considerado estratégico diante do avanço acelerado das soluções digitais.
“A proposta foi demonstrar que a inteligência artificial já integra a rotina das empresas e pode ser aplicada de forma acessível, com impacto direto na competitividade e na organização de processos. Reforço que a tecnologia contribui para otimizar rotinas, melhorar a comunicação com o consumidor e ampliar a eficiência operacional”, destacou a palestrante Yanomani Luz.
O diretor executivo da CDL Chapecó, Mauricio Duarte, avaliou o curso como um passo importante na preparação do comércio local para os novos desafios do mercado. “A inteligência artificial deixou de ser tendência para se tornar realidade no varejo. Nosso objetivo foi oferecer conhecimento aplicado, que permita ao empresário utilizar a tecnologia de forma estratégica, com segurança e foco em resultados”, afirmou.
A iniciativa integra o calendário de capacitações da CDL Chapecó, que busca atualizar empresários e colaboradores diante das transformações do mercado, fortalecer a competitividade do comércio e estimular a inovação no ambiente empresarial da região.