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CDL Chapecó e Sebrae/SC lançam programa para ampliar competitividade e resultados no comércio

         A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Chapecó e o Sebrae/SC lançaram, na manhã desta quarta-feira (12), o Impulsiona – Programa de Transformação e Inovação para o Comércio, iniciativa desenvolvida para apoiar empresas associadas na identificação de gargalos, adoção de práticas de inovação e melhoria de resultados. O lançamento ocorreu na sede da CDL e marcou a abertura da primeira turma do projeto, limitada a 15 empresas.

         A proposta parte de um princípio: inovar não significa apenas incorporar novas tecnologias. Mudanças em processos, gestão, atendimento, vendas, experiência do cliente e organização interna também podem representar avanços capazes de elevar a produtividade e a competitividade.

         O presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, afirma que o programa amplia o trabalho da entidade para qualificar a gestão das empresas associadas em um cenário no qual as transformações ocorrem em ritmo cada vez mais acelerado.    “O comércio nunca vai acabar, mas ele vai mudar. Precisamos acompanhar o novo consumidor, as tecnologias e as novas formas de gestão”, sublinha Tasca.

         Segundo o presidente, margens mais estreitas e maior concorrência também exigem decisões mais precisas dos empresários. Nesse contexto, a análise externa de um consultor pode ajudar a identificar desperdícios, corrigir processos e apontar oportunidades de crescimento. “Um projeto como esse permite que as empresas enxerguem seus negócios por outro ângulo, troquem ideias e entendam fatores que podem alavancar as vendas”.

         A gerente regional Oeste do Sebrae/SC, Marieli Aline Musskopf, salienta que o Impulsiona foi estruturado para aproximar a inovação da realidade das empresas e transformar conhecimento em ações concretas. “O programa parte das necessidades de cada negócio para construir soluções que possam ser aplicadas na prática. Nosso propósito é apoiar o empresário na identificação de oportunidades, na melhoria dos processos e na tomada de decisões mais assertivas, para que a inovação se traduza em produtividade, competitividade e resultados sustentáveis”.

         Diagnóstico

         O Impulsiona terá como ponto de partida uma análise da realidade de cada participante. A partir do diagnóstico, consultores definirão prioridades e um plano de ação específico para cada negócio. Por isso, as empresas não necessariamente percorrerão o mesmo caminho durante o programa.

         O diretor executivo da CDL Chapecó, Mauricio Duarte, explica que a intenção é transformar dificuldades concretas dos associados em ações acompanhadas por especialistas. “Vamos diagnosticar a empresa naquilo em que ela tem mais dificuldade, montar um plano de ação e trabalhar sobre essas questões com a orientação dos consultores do Sebrae/SC. A proposta é entender qual é o problema e encontrar a solução mais adequada para melhorar resultados e lucratividade”, detalha.

         A primeira edição servirá também como referência para a continuidade da iniciativa. Segundo Duarte, experiências semelhantes desenvolvidas por CDLs de outras regiões já chegaram à segunda e à terceira turma. Em Chapecó, a intenção é manter o programa nos próximos anos e abrir novas turmas conforme a demanda. Os participantes terão 50% de subsidio e poderão parcelar o investimento em até dez vezes.

         Inovação além da tecnologia

         Para o analista de Negócios do Sebrae/SC Oeste, Leandro Pereira, um dos objetivos centrais do projeto é aproximar a inovação das atividades cotidianas do comércio e romper com a percepção de que ela depende, necessariamente, da aquisição de softwares ou outras tecnologias.

         “A inovação acontece desde a melhoria de um processo até mudanças no atendimento ao cliente e nas vendas. Ela está inserida em toda a empresa. Queremos fazer com que empresários de segmentos tradicionais consigam implementar inovação e, como consequência, aumentar faturamento e produtividade”, afirma.

         O programa reunirá diagnósticos, consultorias, mentorias coletivas e capacitações, além da participação de profissionais com experiência nas áreas identificadas como prioritárias. O conteúdo, portanto, não seguirá uma estrutura rígida.

         “Se o participante precisar melhorar vendas, vamos trabalhar vendas. Se a necessidade estiver na inovação dos processos, vamos trabalhar processos. A partir do diagnóstico, teremos soluções personalizadas”, explica Pereira.

         A estratégia também considera mudanças no comportamento do consumidor e o avanço da transformação digital. Na avaliação do analista, empresas que pretendem permanecer competitivas precisam revisar práticas com frequência e compreender que a inovação atravessa diferentes áreas do negócio.

         Metodologia

         O Impulsiona utilizará a metodologia “Cria”. O trabalho começa com a compreensão da situação da empresa por meio de diagnóstico. Na sequência, serão definidas prioridades, ações e formas de implementação. Ao fim do programa, um novo diagnóstico permitirá avaliar a evolução.       

         O diagnóstico contempla sete eixos prioritários e analisa aspectos como governança, estrutura empresarial, processos, marketing, experiência do cliente e cultura de inovação. A leitura integrada permite identificar pontos que afetam o desempenho e estabelecer as intervenções mais adequadas para cada participante.

         As atividades começam na segunda quinzena de agosto e seguem até a primeira quinzena de dezembro. Ao final, a expectativa é que os empresários não apenas tenham implantado melhorias, mas também dominem métodos e ferramentas que possam continuar a utilizar de forma autônoma.

         De acordo com as entidades, os efeitos esperados incluem aumento da produtividade e da competitividade, diferenciação no mercado, aperfeiçoamento da experiência do cliente e desenvolvimento de novos produtos ou serviços.

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Família Lang compartilha história de sucessão e desafios da comunicação com jovens empresários

Quando o empresário Alfredo Lang deu os primeiros passos na comunicação, redes sociais e inteligência artificial ainda pertenciam ao campo da imaginação. Era década de 70 quando Lang, natural de Getúlio Vargas (RS), iniciou a construção do Grupo Condá de Comunicação em Chapecó. A empresa atravessou cinco décadas acompanhando as transformações do setor e mantendo como pilares a credibilidade e o jornalismo responsável.

A história de empreendedorismo e sucessão familiar do Grupo Condá foi compartilhada por Lang e pelas filhas, Luciana e Raquel, durante talk promovido pela CDL Jovem Chapecó, na noite desta quarta-feira (12), na cervejaria Nordus. O encontro reuniu jovens empreendedores e debateu as conquistas e os desafios na comunicação e no mercado empresarial.

Advogado, jornalista e radiodifusor, Alfredo Lang é diretor do Grupo Condá, que atua em diferentes frentes da comunicação regional e conta com mais de 70 profissionais. Lang destacou a importância da persistência e da resiliência para enfrentar os desafios de empreender na comunicação. “No começo, não era simples manter uma programação voltada exclusivamente para Chapecó e região. Hoje, com as novas tecnologias, tudo ficou mais fácil”, comentou.

SUCESSÃO FAMILIAR

Luciana Lang, empresária, advogada e comunicadora, e Raquel Lang, jornalista e apresentadora do programa Sala de Debates, da Rádio Condá, compartilharam a experiência de sucessão do negócio iniciado pelo pai e os desafios diante das mudanças na comunicação ao longo dos anos.

Para Luciana, assumir a continuidade do negócio foi um processo natural, já que ela e a irmã cresceram no ambiente do rádio. “Estamos na terceira geração, e o novo desafio, nesses novos tempos, é nos tornarmos uma empresa atrativa para que a família continue à frente”, disse. Segundo a empresária, embora as novas tecnologias tenham transformado a forma de produzir e consumir informação, os veículos tradicionais mantêm a credibilidade como seu principal diferencial. “O veículo de comunicação tradicional continua sendo o veículo confiável”, sublinhou.

A jornalista Raquel Lang destacou a necessidade de renovação para manter a comunicação conectada às novas gerações. “Eu respiro e vivo jornalismo, mas o tempo passa muito rápido, e às vezes percebo que ainda carrego conceitos de 30 anos atrás. Por isso, precisamos pensar também no nosso processo de renovação, para falar a mesma linguagem e conseguir nos conectar e provocar o público mais jovem. É uma dupla provocação: tanto no nível da gestão quanto na forma de entender o próprio rádio”.

O presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, falou sobre a relevância de aproximar jovens empreendedores de histórias construídas ao longo de décadas e destacou o papel do jornalismo profissional em um cenário marcado pelo excesso de informações. “Precisamos de profissionais sérios e comprometidos com a veracidade dos fatos para entendermos os acontecimentos e as mudanças com clareza”, afirmou, ao destacar a credibilidade da família Lang.

Para o presidente da CDL Jovem Chapecó, Ricardo Lima, o talk promoveu troca de experiências e aproximou os jovens empreendedores de trajetórias empresariais inspiradoras. “Quando um jovem empreendedor escuta alguém que já tomou decisões difíceis, errou, acertou, construiu uma reputação e precisou pensar em sucessão, ele consegue enxergar o empreendedorismo de uma maneira muito mais real. Para a CDL Jovem, isso agrega porque estamos formando pessoas. Queremos que nossos membros não sejam apenas participantes de eventos, mas que desenvolvam visão, relacionamento, capacidade de comunicação e, principalmente, maturidade para assumir responsabilidades e liderar no futuro”.