CDL Chapecó promove curso prático para ampliar resultados nas redes sociais

Capacitação “Do Zero ao Viral” abordará estratégias para Reels, atualizações da Meta e vendas pelo WhatsApp Business

A CDL Chapecó promove, nesta quinta-feira (23/07), o curso “Do Zero ao Viral”, voltado a empresários, profissionais de comunicação, vendedores e demais interessados em melhorar o desempenho de marcas e negócios nas redes sociais. A capacitação ocorrerá às 19 horas, no auditório da entidade.

O conteúdo será conduzido pelo jornalista e produtor de conteúdo Matheus Graboski, que possui mais de 12 anos de experiência nas áreas de entretenimento, marketing digital e redes sociais. A proposta é apresentar conhecimentos práticos que possam ser aplicados na rotina de empresas e profissionais.

Entre os assuntos previstos estão as atualizações recentes das plataformas da Meta, técnicas para criar Reels com maior retenção e alcance, erros que prejudicam o desempenho dos perfis e o uso do WhatsApp Business como ferramenta de relacionamento e vendas.

De acordo com o diretor executivo da CDL Chapecó, Mauricio Duarte, o domínio das ferramentas digitais tornou-se decisivo para a competitividade das empresas.“A comunicação digital já faz parte da rotina comercial, mas bons resultados dependem de planejamento, conhecimento do público e domínio das ferramentas. O curso oferece orientações práticas para que empresários e profissionais reduzam erros, produzam conteúdos mais eficientes e transformem a presença nas redes sociais em relacionamento, oportunidades e vendas”, afirma Duarte.

O investimento é de R$ 170 para associados da CDL Chapecó e de R$ 340 para não associados. As inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (49) 99925-5819, com Jordana. O curso conta com o apoio do Sicredi.

SERVIÇO

O quê: Curso “Do Zero ao Viral”

Data: 23 de julho

Horário: 19 horas

Local: Auditório da CDL Chapecó

Investimento: R$ 170 para associados e R$ 340 para não associados

Inscrições: WhatsApp (49) 99925-5819, com Jordana

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Totem da CDL Jovem Chapecó expõe o peso da máquina pública no bolso dos brasileiros

Quanto custa manter a estrutura pública brasileira? Quanto da renda dos cidadãos se transforma em impostos? E qual parcela da dívida pública recai, proporcionalmente, sobre cada habitante? Para tornar essas informações mais claras e acessíveis, a CDL Jovem Chapecó lançou nesta sexta-feira (17/07) o projeto Brasil Real, uma ação inédita em Santa Catarina que apresenta, de forma simples e visual, alguns dos principais números relacionados ao chamado “custo Brasil”.

O lançamento foi marcado pela instalação de um totem com dados públicos compilados pelo Observatório Econômico da CDL. A estrutura foi posicionada ao lado do Impostômetro, no Condomínio Cesec, na Avenida Getúlio Vargas, espaço que reúne as entidades empresariais de Chapecó. Enquanto o painel eletrônico contabiliza diariamente o volume de tributos recolhidos no País, o Brasil Real amplia a análise ao mostrar como os gastos públicos, a carga tributária e a dívida nacional afetam a vida dos brasileiros.

O coordenador da CDL Jovem Chapecó, Ricardo Lima, explica que a proposta nasceu da necessidade de aproximar temas econômicos complexos da rotina da população. “O Impostômetro mostra quanto o Brasil arrecada. O Brasil Real complementa essa informação ao apresentar outros dados que ajudam a compreender para onde vai esse recurso e o peso da estrutura pública sobre as famílias e as empresas. Queremos estimular uma reflexão qualificada, com números objetivos e fáceis de entender”, afirma.

DADOS CONSOLIDADOS

O principal alerta do Brasil Real está no rombo de R$ 1,1 trilhão registrado nas contas públicas em 2025, resultado da diferença entre tudo o que o País arrecadou e o total desembolsado pelo governo no período. Desse déficit, 90,9% (R$ 1 trilhão) foram direcionados para o pagamento de juros da dívida pública. Com base em dados do Tesouro Nacional e do Banco Central, o número expõe a dimensão do desequilíbrio fiscal brasileiro e revela como o endividamento consome recursos que poderiam financiar investimentos, infraestrutura e serviços essenciais à população.

O material também apresenta um retrato da população brasileira para compreender como a economia se sustenta e qual é a dimensão da responsabilidade que recai sobre a população economicamente ativa. De cada 100 habitantes, 48 são trabalhadores, o equivalente a 103 milhões de pessoas. Outros 25 integram famílias atendidas pelo Bolsa Família, 14 são aposentados e pensionistas e 13 correspondem a crianças, estudantes e outros grupos. Os números consideram uma população total de 213,4 milhões de habitantes e têm como referências o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério da Previdência Social e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Segundo a entidade, o equilíbrio do País depende de uma base produtiva forte, capaz de financiar direitos, manter serviços públicos e criar oportunidades para as próximas gerações.

Outro indicador chama atenção para o impacto dos tributos sobre a renda. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro precisa trabalhar, em média, 153 dias por ano apenas para pagar impostos. O período equivale aos rendimentos obtidos entre 1º de janeiro e 2 de junho, cerca de 42% do ano. Para a CDL Jovem, a elevada carga tributária afeta o consumo, reduz a capacidade de investimento das empresas e limita a geração de emprego e renda.

A dívida pública também aparece traduzida para uma dimensão individual. Conforme dados do Tesouro Nacional e do Banco Central, cada brasileiro já nasce devendo uma parcela equivalente a R$ 46,9 mil da dívida nacional, valor próximo de 29 salários mínimos. A CDL defende que o Brasil precisa discutir com seriedade o controle dos gastos, a eficiência da gestão pública e a construção de um ambiente econômico mais sustentável.

DEBATE

Para o vice-presidente da CDL Chapecó, Jonas Rolim de Moura, o projeto contribui para ampliar a consciência econômica e fortalecer o debate sobre eficiência pública. “A sociedade precisa conhecer não apenas o total arrecadado, mas também os efeitos do desequilíbrio fiscal, da dívida e da elevada carga tributária. Quando esses números são apresentados de forma simples e direta, o cidadão consegue perceber como as decisões econômicas chegam aos preços, aos investimentos, à geração de empregos e ao orçamento das famílias”, observa.

O presidente da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC), Carlos Roberto Klaus, avalia que o Brasil Real acrescenta contexto às informações já apresentadas pelo Impostômetro. “O Impostômetro mostra a dimensão do que o País arrecada, enquanto o Brasil Real traz novos dados para esclarecer à população quanto pagamos em impostos sobre tudo o que consumimos. Essa união dá mais clareza aos números e permite compreender quanto tempo o trabalhador e o empresário precisam trabalhar para pagar o governo, além dos efeitos da ineficiência pública sobre a economia”, ressalta.

Para o vice-coordenador da CDL Jovem Chapecó, João Schafer, o projeto também funciona como instrumento de educação econômica e de enfrentamento à desinformação. “O principal objetivo é dar clareza às contas públicas, mostrar para onde vai o dinheiro arrecadado com os impostos e o que efetivamente retorna à população. Queremos transformar dados complexos em informações acessíveis, contribuir para a alfabetização econômica dos brasileiros e estimular uma consciência maior sobre a forma como a máquina pública utiliza os recursos”, explica.

ATUALIZAÇÃO DOS INDICADORES

O Brasil Real também direciona o público para uma plataforma digital (www.brasilreal.com.br), acessada por QR Code, na qual é possível consultar outras informações sobre a realidade econômica brasileira. O totem será atualizado a cada três meses e a expectativa da CDL Jovem Chapecó é que o projeto se consolide como ferramenta permanente de conscientização e educação econômica.

O coordenador do projeto Brasil Real, Pablo Sessi, destaca que a construção do projeto exigiu pesquisa, análise e adaptação de informações públicas para uma linguagem mais direta. “Mesmo com o apoio do Observatório Econômico da CDL, o desafio foi retirar os dados de um contexto técnico e complexo e apresentá-los de uma forma simples. Não criamos informações novas. Reunimos números que já existem e os organizamos para que qualquer pessoa possa entendê-los. Começamos por Chapecó, mas a intenção é levar o projeto para outras cidades de Santa Catarina e, futuramente, para todo o Brasil”, acrescenta.