O comércio de Chapecó registrou bom movimento nesta quarta-feira (8/07), primeiro dia de mais uma edição da Semana Total 2026, campanha promovida pela CDL Chapecó. Até sábado, dia 11, as lojas associadas participantes estarão com ofertas especiais, condições facilitadas de pagamento e distribuição de raspadinhas premiadas para compras acima de R$ 100.
A campanha reforça o fluxo de consumidores no comércio local em um período estratégico do mês e cria um ambiente favorável para quem deseja aproveitar os preços de inverno. Confecções, calçados, eletrodomésticos, artigos esportivos e demais produtos da estação estão entre os destaques nas vitrines e nas ações promocionais das empresas participantes.
Na manhã desta quarta-feira, consumidores circularam pelas lojas em busca de oportunidades e também da chance de ganhar prêmios instantâneos. Foi o caso de Valmir e Malgarida da Silva, moradores da Linha das Palmeiras, no interior de Chapecó. Eles foram ao comércio com a filha Valentina, que completou 7 anos no mesmo dia, para escolher um calçado de presente de aniversário.
A família contou que costuma participar da Semana Total e mantém a expectativa de ganhar uma raspadinha premiada. “Já tivemos várias raspadinhas, mas ainda não encontramos uma premiada. Vamos continuar comprando e tentando, com esperança de ganhar”, disseram.
A campanha distribuiu no comércio 580 raspadinhas premiadas, com valores de R$ 50 a R$ 750. Elas também funcionam como cupom para a próxima etapa de sorteio, marcada para o dia 14 de setembro, quando um consumidor será contemplado com uma mini-scooter elétrica. Na mesma data, 20 vendedores receberão vale-compras de R$ 500.
ESTÍMULO AO SETOR
Para o diretor executivo da CDL Chapecó, Mauricio Duarte, o primeiro dia da edição de julho confirmou a força da campanha como ferramenta de estímulo ao comércio local. “A Semana Total cria um clima diferente nas lojas. O consumidor entra para pesquisar, comparar preços, aproveitar uma promoção e também participa da premiação. Esse movimento fortalece o lojista, valoriza o vendedor e mostra que comprar no comércio de Chapecó gera retorno para toda a cidade”, destaca.
Duarte também ressalta que a entrega dos primeiros prêmios em junho aumentou a confiança do público na campanha. “Quando as pessoas veem consumidores e vendedores receberem os prêmios, a campanha ganha ainda mais credibilidade. A raspadinha deixa a compra mais atrativa, mas o principal resultado está no vínculo criado entre loja e cliente. Até sábado, ainda há tempo para aproveitar as ofertas, buscar boas condições e concorrer”, afirma.
Na primeira etapa da Semana Total 2026, a CDL Chapecó distribuiu 25 prêmios: cinco consumidores ganharam TVs de 50 polegadas e 20 vendedores foram contemplados com vale-compras. Para os últimos três meses do ano, a entidade prepara uma nova fase da campanha, com novos prêmios. Entre eles, está previsto o sorteio de um carro zero quilômetro. Os detalhes serão divulgados em setembro.
A história da SM Santa Maria, empresa que nasceu da persistência do engenheiro civil Milton Sordi e hoje avança com a participação da esposa Janete e dos filhos Pedro e Isabela, marcou a primeira edição de 2026 do Trajetória Profissional, promovido pela CDL Jovem Chapecó. O encontro ocorreu na noite de terça-feira, dia 7, na Central de Decorados da Santa Maria, e reuniu membros da entidade, empresários e convidados para uma conversa sobre empreendedorismo, sucessão familiar, inovação e construção de legado.
O evento, tradicional no calendário da CDL Jovem, tem como proposta aproximar novas lideranças de empresários com histórias consolidadas no mercado. Nesta edição, o formato teve um diferencial: o nome dos convidados foi mantido em sigilo até o dia do encontro. A surpresa revelou uma trajetória empresarial diretamente ligada ao desenvolvimento urbano de Chapecó e à atuação de uma família que construiu, ao longo de três décadas, uma marca de referência no setor imobiliário.
Milton Sordi, fundador da Santa Maria, relembrou o início da empresa, criada em 1994, após experiências como engenheiro civil e uma breve passagem pelo Banco do Brasil, onde ingressou por concurso. O nome é uma homenagem à cidade e à universidade que o formou: Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Antes de consolidar a atuação em Chapecó, iniciou a atividade em Pinhalzinho e enfrentou as dificuldades de se inserir em um mercado competitivo. Segundo ele, a aproximação com entidades e lideranças locais ajudou a abrir caminhos e fortalecer relações na Capital do Oeste.
Com poucos recursos, apoio familiar e uma estrutura inicial enxuta, a Santa Maria começou com serviços de construção e incorporação. A frase que guiou o início da empresa, segundo ele, permanece atual e realça sua busca incessante por qualidade: “Construa como se fosse seu próprio barco”.
CRESCIMENTO
Em 1997, a empresa expandiu sua atuação com a criação da Santa Maria Imóveis. Antes focada apenas na construção e incorporação de empreendimentos, passou a atuar também como imobiliária, ampliando seu portfólio de serviços e fortalecendo sua presença no setor. Em 2014, ao completar 20 anos, iniciou um novo ciclo, com foco em arquitetura inovadora, design diferenciado e diversificação de produtos. “Fazer diferente passou a ser uma necessidade. Inovar era questão de sobrevivência”, relatou Milton. A partir desse período, a empresa ampliou a contratação de profissionais com novos traços arquitetônicos, apostou em studios de forma pioneira em 2016, inaugurou a Central de Decorados em 2017, avançou para empreendimentos corporativos e, em 2025, apresentou a evolução da marca SM.
Os números reforçaram a dimensão alcançada pela empresa. A Santa Maria soma mais de 400 mil metros quadrados construídos e em construção em Chapecó, mais de 5 mil pessoas morando em imóveis da marca, 39 empreendimentos concluídos ou em andamento e 2,8 mil imóveis na carteira de locação. A estrutura reúne 640 colaboradores, 59 engenheiros e arquitetos, equipe de vendas interna e parceiros, além de departamento de planejamento e inovação. Entre os dados mais recentes, destacam-se 1.946 unidades entregues, 1.763 unidades em construção, R$ 1,35 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV), além da diversificação de produtos com ticket entre R$ 350 mil e R$ 6 milhões.
SUCESSÃO FAMILIAR
Ao falar sobre a presença dos filhos na empresa, Milton lembrou que Pedro e Isabela acompanharam a rotina da construção desde pequenos. As visitas às obras nos fins de semana, segundo ele, faziam parte da convivência familiar. O empresário destacou que sempre incentivou os filhos a estudar e a valorizar o conhecimento técnico. “Eu sempre busquei muito conhecimento. Valorizo o fazer bem-feito, com qualidade, de forma inovadora, para entregar valor”, ressaltou.
A sucessão familiar foi um dos pontos centrais da noite. Pedro Sordi, que já integrou a CDL Jovem por vários anos, falou sobre a responsabilidade de dar continuidade à empresa fundada pelo pai. Formado em Engenharia Civil pela Unochapecó, com parte da formação em Portugal, ele contou que a entrada na empresa ocorreu de forma natural. Primeiro como estagiário de engenharia, depois com passagem por todos os setores da empresa e atuação mais sólida em desenvolvimento de produto, inovação e área comercial.
Pedro destacou que a vivência ao lado do pai foi uma espécie de formação complementar. “Além da faculdade, tive a faculdade Milton Sordi”, disse. Para ele, o grande desafio da sucessão é preservar a essência da empresa e, ao mesmo tempo, preparar a Santa Maria para novos ciclos. “Meu propósito de vida é honrar a empresa que meu pai criou e dar continuidade a esse sonho. O nosso propósito como empresa é entregar lares e impactar vidas”, sublinhou.
Isabela Sordi também compartilhou sua trajetória e atuação na empresa. Administradora e economista pelo Insper, com parte da graduação na Bocconi University, em Milão, ela atua como vice-presidente da SM Santa Maria. Sua atuação envolve áreas estratégicas como Marketing, Gente & Gestão, Controladoria e Tecnologia da Informação. Durante a apresentação, Isabela destacou a necessidade de alinhar crescimento, cultura organizacional, processos internos e relacionamento com clientes e comunidade. Sua presença reforça a profissionalização da gestão e a complementaridade entre as novas gerações da família.
CONHECIMENTO
Para a coordenadora do Trajetória Profissional, Júlia Barella, a edição inspirou os jovens empresários e aproximou diferentes experiências. “O evento foi um sucesso. Trouxe muito conhecimento e inspiração para nós, jovens empresários, mantendo o propósito do Trajetória, que é criar conexão, favorecer o networking e levar para dentro das empresas um pouco dos insights aprendidos nesta noite”, avaliou.
O presidente da CDL Jovem Chapecó, Ricardo Lima, enfatizou que a história da família Sordi oferece referências práticas para quem está em fase inicial ou de crescimento nos negócios. “Para nós, jovens empresários, ouvir uma empresa como a Santa Maria, que tem uma trajetória consolidada e grande presença no mercado, permite absorver conhecimento e entender decisões que podem servir de exemplo para nossas empresas”.
O presidente da CDL Chapecó, Roni Tasca, destacou que o Trajetória Profissional cria uma ponte entre gerações empresariais. Para ele, o encontro permite que os jovens compreendam acertos e erros de quem já percorreu um caminho mais longo. “É um projeto maravilhoso, porque ajuda a entender os passos certos e os passos errados que muitos empresários deram. Os jovens conseguem aprender com essas experiências para corrigir o próprio caminho e construir o futuro dos seus negócios com mais segurança”, pontuou. A segunda edição do Trajetória Profissional está prevista para setembro.